Nesta segunda-feira, 28, a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC) completa 52 anos de criação. Ao longo desta trajetória, a OCESC atuou amplamente no fortalecimento dos princípios cooperativistas no estado e demonstrou que é a união o caminho para chegarmos cada vez mais longe, de maneira justa e sustentável.
Ao longo dos anos, Organização manteve-se fiel as bases do cooperativismo, principalmente aquilo que caracteriza e continuará caracterizando este movimento: a essência humana. Ao mesmo passo que cultivava suas raízes, sempre esteve de olhos atentos ao progresso.
No decorrer do percurso demonstrou uma grande capacidade de adaptação em sua trajetória. Manteve o cooperativismo catarinense em sintonia as sociedades em rápida transformação, adequando-se às novas tecnologias e tendências de mercado. Prova disso, foi a criação, em 1985 — muito antes do mundo estar atento a importância da geração de dados para as tomadas de decisão —, do banco de dados para o setor cooperativista, que reunia informações econômicas, financeiras e sociais das cooperativas catarinenses para a utilização de forma estratégica.
Pioneira por natureza, também foi a OCESC a primeira organização cooperativista de caráter estadual a conquistar as prerrogativas de entidade sindical-patronal, passo inicial para outra conquista, o sistema nacional de aprendizagem do cooperativismo (SESCOOP). Assim como essa, diversas outras foram marco deste sistema cooperativista organizado, dinâmico e com capacidade de adaptação constante a um universo em transformação, liderado e representado pela Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina.
Atualmente, a OCESC conta com 252 cooperativas registradas, distribuídas nos sete ramos de atuação. As instituições reúnem cerca de 3,9 milhões de cooperados e promovem 88.466 empregos diretos, com receitas que superam os R$ 82,8 bilhões. Em seus 52 anos, a Organização segue no fomento constante para o desenvolvimento do cooperativismo catarinense.
“É um orgulho completar mais de meio século de história. Agradecemos a todos que contribuíram e contribuem nesta trajetória com tanto afinco e dedicação ao cooperativismo catarinense. Seguir esta caminhada junto a estes que compartilham de nossas crenças e reforçam, dia após dia, a nossa esperança em sermos capazes de construir uma sociedade cada vez mais justa e produtiva, é o que nos mantém protagonistas nesta jornada de evolução e progresso do cooperativismo”, destaca o presidente da OCESC, Luiz Vicente Suzin.
Assessoria de Comunicação Interna Sistema OCESC
No Alto Vale, mais de 80% da população é associada a uma cooperativa. Este e outros números do cooperativismo na região foram apresentados à imprensa em evento promovido pelo Núcleo de Cooperativas da Associação Empresarial de Rio do Sul (Acirs).
O grupo composto por 19 cooperativas: 15 da área de crédito, uma do setor agropecuário, duas da área da saúde e uma do setor consumo, se reúne mensalmente desde 2016. A partir de 2017, começou a compilar alguns números do cooperativismo na região, como forma de mostrar o impacto na economia, na vida das pessoas e das comunidades.
Em 2017, segundo o Levantamento Socioeconômico das Cooperativas do Alto Vale, pouco mais de 108 mil pessoas estavam associadas a alguma cooperativa da região, em 2022 este número supera 253 mil habitantes. Os dados do ano passado, destacam que as cooperativas empregam, de forma direta, 2.133 pessoas e somam juntas um ativo de R$ 7,1 bilhões. Os resultados, denominados no cooperativismo de sobras, ultrapassou o valor de R$ 87 milhões, recursos que, de certa forma, voltaram aos associados.
“Nós acreditamos e temos evidências do quanto o cooperativismo contribui com o desenvolvimento do Alto Vale. Mas muito mais do que números, o cooperativismo é feito por pessoas e impacta vidas. Esse impacto que a gente quis apresentar, compartilhar com a imprensa para que chegue a toda comunidade”, explicou a coordenadora do Núcleo de Cooperativas do Alto Vale, Mariane Caetano Paulakoski.
A evolução do crédito é outro número que chama atenção. Segundo os dados apresentados, 51% do crédito movimentado na região em 2022 foi pelas cooperativas, um crescimento de 36% em relação a 2021.
O 1º Café com a Imprensa, realizado no dia 16 de agosto, reuniu representantes dos veículos de comunicação e das cooperativas que participam do Núcleo de Cooperativas do Alto Vale: Cravil, Unimed Alto Vale, Unicred, Uniodonto, Cooper, Sicoob Alto Vale, Sicoob Crediplanalto, Sicoob Multicredi, Sicoob MaxiCrédito, Sicredi, Viacredi Alto Vale, Credcrea e Cresol.
Comunicação Cravil
Conforme os dados divulgados pelo World Cooperative Monitor 2022 (Monitor Cooperativo Mundial), duas cooperativas catarinenses estão entre as 300 maiores organizações cooperativistas do mundo.
O projeto coleta e sistematiza dados econômicos, organizacionais e sociais sobre cooperativas, organizações mútuas e organizações não cooperativas controladas por cooperativas ao redor do globo. A pesquisa já foi utilizada em diversas reuniões da Assembleia Geral da ONU como recurso para demonstrar o impacto das cooperativas na resolução de desafios globais.
As duas organizações de Santa Catarina que ocupam posição de destaque entre as maiores do mundo são do setor agroindustrial: Cooperativa Central Aurora Alimentos e Cooperativa Agroindustrial Alfa (Cooperalfa). A primeira ocupa 34ª posição global no faturamento per capita e 156ª posição no faturamento total; a segunda, a 97ª posição global no faturamento per capita.
Assessoria de Comunicação Interna Sistema OCESC
Nesta quinta-feira, 24, o Governo do Estado de Santa Catarina encaminhou uma proposta para o calendário de plantio da soja, estabelecido por meio da Portaria n°840/2023 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Através do ofício n° 772/2023, foi solicitada a adequação das datas de plantio da cultura no estado.
A Secretaria de Estado da Agricultura requereu ao Ministério para que, excepcionalmente na safra de soja 2023/2024, a data passe a ser de 21 de setembro de 2023 a 10 de fevereiro de 2024. Pela proposta, o calendário passaria a possibilitar 43 dias a mais de plantio para os produtores. Caso a solicitação não possa ser atendida, o órgão também encaminhou um pedido complementar, com uma proposta de regionalização do calendário.
Com base nos estudos técnicos feitos pelas Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC), a Secretaria da Agricultura solicitou para que o plantio no estado seja dividido por regiões, conforme o histórico variações climáticas no estado. O documento requere ainda previsão para que a CIDASC autorize o plantio excepcional de soja. Tal solicitação se dá em virtude, por exemplo, dos campos de pesquisa e de unidades demonstrativas em feiras e eventos agropecuários.
“As cooperativas agropecuárias registradas na OCESC, que têm produtores de soja na sua base de associados, têm todo o interesse de que a sugestão do Governo Estadual seja acatada pelo Governo Federal”, destaca o presidente da OCESC, Luiz Vicente Suzin.
Assessoria de Comunicação Interna Sistema OCESC
No dia 7 de agosto, a convite do governador Jorginho Mello, o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC), Luiz Vicente Suzin, esteve reunido com o chefe de Estado no Centro Administrativo do Governo de Santa Catarina.
No encontro, foram apresentados os números do cooperativismo catarinense. O espaço também foi aproveitado para aprimorar parcerias e apresentar as demandas do setor. Tiveram destaque os assuntos do cooperativismo agropecuário e de infraestrutura, setores estratégicos para o Estado.
“Muito nos felicita o convite do governador Jorginho Mello para ouvir os resultados e demandas do setor cooperativista. Agropecuária e Infraestrutura são dois setores muito importantes para todos nós. Queremos cada vez mais estreitar laços para, cooperando, crescermos mais e melhor”, destacou o presidente da OCESC, Luiz Vicente Suzin.
Assessoria de Comunicação Interna Sistema OCESC