2024 foi um ano de superação para a Copercampos, marcado pela expansão da área de atuação e pela realização de bons negócios. Apesar da menor produção de grãos e sementes devido a fatores climáticos, a cooperativa ultrapassou a meta de receitas prevista em R$ 4 bilhões, alcançando um faturamento de R$ 4.287.694.810,60.
As áreas de negócios mais representativas no orçamento mantiveram desempenhos expressivos. O setor de cereais superou em 15,66% as receitas orçadas no início do ano. Já o setor de suínos registrou um incremento de 4,72%, enquanto o faturamento das lojas cresceu 6,61%, e o setor de aves apresentou um aumento de 12,81%. O setor de insumos, que em 2023 havia registrado queda no faturamento, obteve em 2024 uma receita bruta de R$ 742 milhões, acumulando resultados positivos ao longo do ano.
Segundo a gerente de Controladoria, Rita Canuto, o ano foi marcado por superação. “No início de 2024, não tínhamos expectativas de superar o orçamento de R$ 4 bilhões. Contudo, o mercado mostrou-se mais estável e positivo ao longo do ano. Áreas como insumos e suinocultura, que no ano anterior apresentaram déficits, trouxeram bons resultados em 2024, contribuindo para uma margem líquida geral bastante positiva até o Balanço de Novembro. O setor de cereais, responsável por 53,9% do faturamento geral, também gerou resultados significativos, consolidando-se como uma área de alta representatividade para os negócios da Copercampos, os associados e a sociedade. Apesar dos desafios enfrentados pelos produtores e pela cooperativa, continuamos investindo em novas tecnologias, melhorias estruturais, expansão de filiais e na industrialização para agregar valor e estimular nossos associados. Em 2024, a Copercampos investiu mais de R$ 240 milhões em suas operações, o que corresponde a cerca de 6,5% da receita líquida em ativos", explica Rita.
Para o diretor-presidente Luiz Carlos Chiocca, 2024 foi um ano de crescimento e superação. “Mesmo com os desafios enfrentados na safra, tivemos momentos positivos. A comercialização de grãos gerou bons resultados, as vendas de rações para ruminantes cresceram significativamente, e a suinocultura destacou-se com a valorização da carne, gerando receitas expressivas. O setor de suprimentos manteve seu papel essencial no suporte aos associados. Além disso, fortalecemos nossa presença com a inauguração de novas lojas e a reinauguração do supermercado no centro de Campos Novos. Expandimos nossa área de atuação com novas unidades de armazenagem e a incorporação de uma cooperativa da região”, destaca Chiocca.
Outro marco importante de 2024 foi o anúncio da construção da primeira indústria de etanol de Santa Catarina e a primeira do Brasil a utilizar o método simultâneo para o processamento de trigo e milho. Com investimentos de aproximadamente R$ 200 milhões, a nova unidade tem previsão de entrar em operação em março de 2026. A indústria utilizará milho e trigo produzidos na região, criando novas oportunidades para os associados e fortalecendo ainda mais a cadeia produtiva regional.
Comunicação - Copercampos
A partir da data base 01/2025, os efeitos produzidos pelas diretrizes estabelecidas na resolução 4.966/21 e um conjunto de normas vinculadas, devem estar representados contabilmente nos documentos obrigatórios CADOC´s, de acordo com o calendário de envio ao BACEN.
As novas regras visam alinhar o sistema financeiro brasileiro à norma contábil IFRS 9 – instrumentos financeiros, emitida pelo IASB - International Accounting Standards Board de 2017, que substitui as diretrizes da IAS 39 – Financial instruments: recognition and measurement.
A IFRS 9 traz informações relacionadas à: (i) classificação e mensuração de instrumentos financeiros, (ii) um novo modelo de cálculo para deterioração de ativos (impairment) e (iii) a novas regras para aplicação de hedge accounting. Os instrumentos financeiros passam a ser classificados de acordo com a avaliação do modelo de negócio das instituições, o que exige uma análise mais integrada com a estratégia da companhia, o objetivo é dar mais precisão e transparência às demonstrações contábeis das instituições financeiras e melhorar a avaliação de risco no sistema como um todo.
A adoção das novas regras envolve desde a governança, na formalização de políticas e premissas adotas, os sistemas de TI e novas metodologias de cálculo, criação de novos processos e adequações dos atuais e no próprio negócio/regulatório, nos processos envolvidos em todo o ciclo de gestão e contabilização dos ativos financeiros, o que representa um desafio ao sistema financeiro.
No cooperativismo de crédito, o tema tem sido tratado com atenção em entidades de representação nacional (OCB e CONFEBRÁS), bem como internamente em cada sistema cooperativo.
A íntegra da resolução 4.966/21 bem como as normas vinculadas podem ser acessadas através do link: https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o%20CMN&numero=4966
Assessoria de comunicação Sistema OCESC
Por Ênio Meinen – diretor de Coordenação Sistêmica, Sustentabilidade e Relações Institucionais do Sicoob
Se eu tivesse hoje uma máquina do tempo e pudesse visitar qualquer época da história, provavelmente viajaria para o início do século XX, mais precisamente para 1912. Meu destino seria Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul, para encontrar o padre suíço Theodor Amstad. Ele, visionário e precursor, fundou a primeira cooperativa financeira do Brasil e da América Latina, lançando a semente de um movimento que transformaria vidas.
Por que escolheria essa viagem? Porque gostaria de mostrar a Amstad a grandiosidade da revolução que ele iniciou ao criar uma pequena cooperativa naquele solo fértil. Eu diria a ele que sua missão – oferecer acesso a serviços financeiros para comunidades rurais e transformar realidades – foi amplificada. Hoje, o cooperativismo financeiro não é apenas um facilitador de inclusão; é um motor do desenvolvimento socioeconômico do Brasil.
Ao longo desses mais de 100 anos, as cooperativas financeiras desempenharam um papel crucial no crescimento do país. Um exemplo recente é o período da pandemia, quando micro, pequenas e médias empresas enfrentam dificuldades para acessar crédito e manter suas atividades. Foi nesse cenário desafiador que cooperativismo foi reconhecido pelo Sebrae como segmento da indústria financeira que mais apoiou esse público e deu suporte para que muitos negócios pudessem retomar suas operações.
Esse movimento não para crescer. Atualmente, mais de 20 milhões de brasileiros e brasileiras optaram por cooperativas como suas instituições financeiras. Com ativos superiores a R$ 809 bilhões e um patrimônio líquido que se aproxima de R$ 100 bilhões, o cooperativismo financeiro não gera apenas 140 mil empregos diretos, mas também atua como um exercício de inclusão financeira, democratizando o acesso a crédito, investimentos e seguros. Essa abordagem torna os serviços financeiros mais acessíveis, especialmente em regiões carentes de infraestrutura bancária tradicional, promovendo o desenvolvimento sustentável em comunidades de todo o país.
O impacto do setor é cada vez mais reconhecido. O Banco Central, em alinhamento com sua agenda BC#, incorporou o cooperativismo como peça-chave para aumentar a competitividade e a acessibilidade no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Dados do último Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) mostram que as cooperativas financeiras continuam em expansão, crescendo consistentemente acima da média do sistema financeiro como um todo. Enquanto os bancos tradicionais fecham agências, as cooperativas continuam ampliando sua presença, inaugurando novos pontos de atendimento e reforçando seu compromisso com o desenvolvimento socioeconômico local.
No coração desse sucesso está o Sicoob. Com mais de 8,5 milhões de cooperados e uma rede de 4,6 mil pontos de atendimento, o Sistema é a única instituição financeira presente em centenas de municípios brasileiros, especialmente em regiões onde o acesso a serviços bancários tradicionais é limitado ou inexistente. Essa capilaridade reforça seu papel como parceiro essencial no desenvolvimento regional, atendendo tanto a pessoas físicas quanto jurídicas e o agronegócio. Além de oferecer soluções financeiras personalizadas, o Sicoob combina seu propósito social com um modelo de negócios eficiente, promovendo a inclusão financeira e fomentando a sustentabilidade.
A atuação do Sicoob transcende o âmbito econômico. Em comunidades onde é a única alternativa de acesso a serviços financeiros, viabiliza projetos que impactam diretamente a qualidade de vida local, como financiamento de pequenos produtores, apoio ao empreendedorismo e acesso a crédito para famílias e empresas. Essas iniciativas, convergentes com os valores e princípios do cooperativismo, incentivam práticas que promovam um futuro mais equilibrado, contribuindo para a redução das desigualdades regionais. O Sicoob é exemplo de como o cooperativismo financeiro pode aliar desenvolvimento econômico, impacto social e responsabilidade ambiental e climática, consolidando-se como um motor de transformação para muita gente.
Por isso, se pudesse estar frente a frente com Theodor Amstad, diria com orgulho: "Você conseguiu, padre. O cooperativismo financeiro é hoje um modelo consolidado e responsável, que vem crescendo mais que o restante do sistema financeiro. Ele não atende apenas às necessidades da população, mas também impulsiona o progresso do Brasil. E o melhor: é instrumento relevante na edificação de um mundo mais justo."
Sobre o Sicoob
Instituição financeira cooperativa, o Sicoob tem mais de 8,5 milhões de cooperados e está presente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Oferece serviços de conta corrente, crédito, investimento, cartões, previdência, consórcio, seguros, cobrança bancária, adquirência de meios eletrônicos de pagamento, dentre outras soluções financeiras.
É formado por 329 cooperativas singulares, 14 cooperativas centrais e pelo Centro Cooperativo Sicoob (CCS), que é composto por uma confederação e um banco cooperativo, além de uma processadora e bandeira de cartões, administradora de consórcios, entidade de previdência complementar, seguradora e um instituto voltado para o investimento social.
Ocupa a primeira colocação entre as instituições financeiras com maior número de agências no Brasil, com mais de 4, 6 mil pontos de atendimento, e, em mais de 400 municípios, é a única instituição financeira presente. Acesse www.sicoob.com.br
para mais informações.
Fonte: Sicoob – Assessoria de Imprensa.
A Promoção Social é um dos pilares de atuação do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo em Santa Catarina (SESCOOP/SC). Ela tem como objetivo fomentar e expandir a cultura cooperativista em todo o estado e, para isso, a entidade desenvolve programas e projetos voltados para as comunidades atendidas pelas cooperativas catarinenses, tendo como público-alvo mulheres, crianças e jovens.
As iniciativas desenvolvidas pelo SESCOOP/SC são: Programa Mulheres Cooperativistas Catarinenses, Projeto Núcleos Femininos, Encontro Estadual de Mulheres Cooperativistas, Programa Jovens Cooperativistas Catarinenses - JCC, Projeto Núcleo de Jovens, Projeto JCC Game. Todos eles buscam disseminar a cultura, valores e princípios do cooperativismo.
Além disso, esses programas reforçam o compromisso do SESCOOP/SC como parceiro estratégico das cooperativas em ações voltadas ao desenvolvimento social em suas comunidades. Para mais informações sobre os nossos programas e projetos, acesse o nosso site
ou entre em contato através do e-mail:
Fonte: Assessoria de comunicação interna SESCOOP/SC.
O Programa Aprendiz Cooperativo, oferecido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de Santa Catarina (SESCOOP/SC), busca apoiar as cooperativas catarinenses quando do cumprimento da Lei de Aprendizagem nº 10.097/2000.
O programa tem o objetivo de conceder bolsa de estudo a estudantes, na qualidade de aprendizes, vinculados às cooperativas aderentes ao SESCOOP/SC. O apoio financeiro visa facilitar o acesso a cursos técnicos de qualificação e preparar os jovens aprendizes para o mercado de trabalho.
Além disso, com o intuito de atender a um maior número de jovens, o SESCOOP/SC mantém convênio com instituições qualificadoras que oferecem cursos de aprendizagem em todas as regiões de SC, promovendo um ciclo contínuo de aprendizado e crescimento para as futuras gerações.
As cooperativas que tiverem interesse em participar do Programa Aprendiz Cooperativo devem entrar em contato com o setor de Formação Profissional, através do e-mail
Fonte: Assessoria de comunicação interna SESCOOP/SC.
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